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    05-12-2024

    Pandemia de covid-19

    Profissionais foram às últimas consequências contra o SARS-CoV-2, quase cinco anos atrás 

    Em fevereiro de 2020 a covid-19 deixou o Brasil em suspenso, a exemplo do que vinha ocorrendo na China, Estados Unidos e Europa, também paralisados frente à virulência e transmissibilidade do SARS-CoV-2. Em meio ao caos, foi a fase em que São Paulo se tornou o epicentro do coronavírus no país: cada onda de variantes e subvariantes resultava em mais devastação e incredulidade. No enfrentamento a este episódio sem precedentes na saúde pública brasileira e mundial, os médicos paulistas desempenharam um papel fundamental e corajoso, diante de um agente desconhecido. 

    “Todos lutaram bravamente numa guerra, uma das piores, na qual você não vê seu inimigo e luta sem armas”, ressalta Angelo Vattimo, presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), reiterando, quase cinco anos depois do início da pandemia, o respeito e orgulho a uma categoria cuja dedicação e esforços foram cruciais para o atendimento dos acometidos e na superação da crise. Médicos envolvidos com emergências, doenças respiratórias, moléstias infecciosas, terapia intensiva e psiquiatria foram os mais impactados, mas o controle da doença se deveu a todos, que foram requisitados – ou se disponibilizaram – a trabalhar em serviços e/ou setores que, muitas vezes, não eram seus habituais, enfrentando sobrecargas de ordem física e mental. 

    Para muitos, a abnegação custou a própria vida. Entre as manifestações de pesar e agradecimento do Conselho aos colegas que foram às últimas consequências para salvar vidas incluíram-se a homenagem a cerca de 40 médicos falecidos de covid-19, com a projeção de fotos ampliadas a um tamanho gigantesco no alto da antiga sede do Cremesp, na rua da Consolação, bem como a inauguração de um memorial para imortalizar esses colegas, eventos pelo Dia do Médico em 2020 e 2021, respectivamente. 

    Contra a desinformação 

    O papel do Cremesp durante a pandemia, contudo, foi bem além de prestar homenagens aos envolvidos. Desde a época em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a covid-19 como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional foi adotada pela Casa como uma das condutas subsidiar os médicos com informações compartilhadas, de maneira generosa, por especialistas da linha de frente. Muitos destes tinham experiências com epidemias e pandemias, vivência acadêmica, e dispunham de alguma literatura, disponibilizada por colegas do exterior. 

    Assim, como estratégia de resposta aos pares sobre uma doença ainda inédita, o Cremesp viabilizou hotsite com conteúdo exclusivo de orientação para atuação do médico no combate ao coronavírus, com recomendações, notícias e vídeos sobre o tema, e, além disso, passou a organizar aulas on line, algo muito incomum naquela época, que permitiram perguntas de plateia virtual e que traziam dados clínicos quanto ao manejo de pacientes portadores do SARS-CoV-2. 

    Tamanha era a carência de informações que a primeira live sobre covid-19, ministrada no dia 25 de março de 2020 pela infectologista Ho Yeh Li, coordenadora da UTI de infectologia do HC-FMUSP, teve um alcance de 142 mil visualizações. Esta aula abriu espaço para muitas outras promovidas pelo Cremesp (disponíveis no canal do Youtube), com a participação de especialistas que são referências de instituições como Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); Universidade Estadual Paulista (UNESP); e Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), abordando temas como Manejo Clínico; Fenômenos Tromboembólicos; Virologia; Ventilação Mecânica; e impacto da pandemia na saúde mental do médico, que permitiram aos médicos contar com literatura inicial sobre o assunto. 

    Na verdade, o conteúdo mostrou-se tão rico que o Conselho resolveu disponibilizá-lo em tempo recorde – em agosto de 2020 –, em forma de e-book, com o nome de Manual do Cremesp de melhores práticas clínicas na covid-19, organizado pelos então conselheiros Edoardo Filippo de Queiroz Vattimo e Maria Camila Lunardi. Em 2024 foi publicada uma nova edição atualizada e expandida do livro, organizada pelo conselheiro Wagmar Barbosa de Souza, atual 2º. Secretário da Casa em versões física e eletrônica.

    Além dessas publicações, o Cremesp dedicou ao assunto três edições da Ser Médico, sua revista oficial. A edição nº 90 trouxe um dossiê detalhado sobre a nova doença, com o título “A Pandemia que parou o mundo”. A edição de nº 96 traçou um novo perfil atualizado da epidemia em “Covid-19, um ano depois”. Por fim, a ediçãoº 96 “A pandemia da Pandemia” destacou as consequências a outras áreas, que ficaram desassistidas enquanto o foco exclusivo foi a covid-19. 

    Outras iniciativas importantes 

    Em outra frente, o alvo de grande preocupação do Cremesp direcionou-se à piora – das já complicadas – condições de trabalho aos médicos e de assistência aos doentes, representada pela implantação aos hospitais de campanha, montados sob o pretexto de ampliar a oferta de atendimento e leitos aos pacientes da covid-19. 

    Como forma de defesa profissional e da saúde da população, foram implementadas fiscalizações em vários Hospitais de Campanha da Capital e Interior, com o objetivo de avaliar os fluxos de atendimento; verificar a responsabilidade técnica do hospital; analisar os leitos por complexidade; e solicitar cópia dos prontuários, dos casos de óbito, entre outros. Isso aconteceu nas estruturas como as montadas no Anhembi (em duas ocasiões); em Campinas; e em Guarulhos. 

    Ainda em benefício dos colegas, no ápice da pandemia, o Cremesp realizou campanha de vacinação aos médicos contra a covid-19. Destinada aos profissionais de várias faixas etárias, a ação foi fruto de uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-SP). 


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